Tom Waits em O Hobbit

dezembro 9, 2009 por blogdomarcelop

Olá, saudosíssimos invisíveis leitores. E alguns um pouco mais visíveis. Estou com um delay de tempo. Minha noção agora é eisteiniana clariciana. Ou seja, é tudo relativo, depende de do ponto de vista do obervador. É quase um instante no átimo do tempo.

Estou jogando conversa fora e dando abobrinha aos animais.

O que eu quero dizer é: li agora a pouco uma notícia da Folha Online, me repassada por Diana Moura que me deixou bem curioso. E não é que Tom Waits pode dar vida a dragão em versão cinematográfica de O Hobbit.

Ok! Não é minha intenção ficar copiando e colando notícias de outros blogs para postar aqui. Mas em se tratando de Tom Waits, vale a pena a divulgação. Na verdade, a notícia em primeira mão saiu no The Guardian.

Eis o que diz a Folha Online citando o The Guardian, citado agora por mim:

O cantor e compositor norte-americano Tom Waits pode enfrentar o pequeno hobbit Bilbo Baggins no próximo filme de Guilhermo del Toro. Segundo o jornal “The Guardian”, Waits está negociando para representar a voz de Smaug, um grande dragão vermelho que coleciona tesouros e se apossa do Reino sob a Montanha, que pertencera aos antepassados do anão Thórin, Escudo de Carvalho.

 Tom Waits já participou de outros filmes, como Drácula e O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus, mas nada parecido com o personagem criado por J. R. R. Tolkien. Ele seria uma das primeiras opções de Del Toro e estariam negociando o papel.

(Aqui eu acrescento: no currículo de Tom Waits constam ainda interpretações sempre marcantes em produções como The Bear Skin (talvez seu primeiro papel como protagonista), Brincando nos Campos do Senhor e Ironweed, Down by Law, Short Cuts, Mistery Men, The Outsiders, Coffee and Cigarettes, e menos importantes como em One from the Heart.) 

O Hobbit” teve o início de suas filmagens adiado para 2010, por conta de uma batalha judicial, e será dividido em duas partes, com o primeiro previsto para dezembro de 2011. Peter Jackson, diretor de O Senhor dos Anéis e produtor deste longa, afirmou ao Hollywood Repórter que iniciaria a busca pelos atores esta semana, com exceção de Ian McKellen, que todos querem de volta como Gandalf.

Na trama do livro, Bilbo Baggins é arrastado para uma jornada para atravessar a Terra Média pelo mago Gandalf e treze anões. O grupo deseja resgatar um reino anão que foi usurpado na Montanha Solitária. Durante o caminho, encontrarão trolls, orcs e outras criaturas sinistras que começam a perturbar a paz, inclusive Gollum, que perde para Bilbo um misterioso anel em um jogo de adivinhas. Este evento dará origem aos acontecimentos vividos por Frodo e a sociedade na Trilogia do Anel.

E aqui se encerra o texto da Folha Online.

Acrescentaria um comentariozinho meio idiota: os fãs de Tolkien e de O Senhor dos Anéis já devem estar perdendo o sono.

Confissão, perdão

novembro 16, 2009 por blogdomarcelop

Peço perdão aos meus raríssimos leitores pela longa ausência. É triste saber que nada mudou - ou se mudou, não foi algo tão intenso assim.

Confessso que fraquejei. Eu vinha até bem, com o entusiasmo dos principantes, blogando e blogando. Mas aí teve um dia que fiquei sem tempo, no outro saí para bater papo e beber, viajei para Salvador, Santa Catarina e São Paulo, me perdi nas minhas coisas comesinhas  e o pobre coitado do Pra que pra nada foi ficando esquecidinho.

Tantas promessas feitas e não cumpridas, tantas coisas para postar e compartilhar…

A vida é assim. Feita de promessas que não se cumprem, de um futuro que a gente sonha, deseja, mas quando vê, não almeja. Ou se almeja era melhor quando sonhado. Reflexões de botequim? Talvez.

Vamos em frente, sem muito mas, mas, mas…. Ou seria sem muito mais mais mais?

 

Marcelop

Acuda-me, Dr. House

setembro 29, 2009 por blogdomarcelop
Cuddy bem que poderia curar House, mas ele não quer, o doente.

Cuddy bem que poderia curar House, mas ele não quer, o doente.

Enquanto a nova temporada de House não começa,  vamos matando a saudade revendo alguns episódios do passado.

House é doente porque quer. Viciadaço em Vicodin, o tadim bem que poderia se curar. Terapia não lhe falta. Eis a receita do Dr. Marcelop, charlatão de primeira hora: Lisa Edelstein.

A 13 até toparia ser o santo remédio. Quem duvida?

A 13 até toparia ser o santo remédio. Quem duvida?

É preciso ter muita ética, não é House?

É preciso ter muita ética, não é House?

A 13 seria uma dose dupla. House não precisa nem muita dedução ou investigação. Olívia Wilde tem saúde para dar e ainda sobra.

Será que os produtores da série vão mexer um pouco na estrutura, vão dar mais um gás nas histórias e aproximar mais as tramas entre os médicos? E o que Hugh Lurie tem que fazer para Gregory House lhe dar um prêmio?

Cuddy bem que tenta curar House de seus males. Mas o mala não quer ser curado

Anticristo: benzadeus

setembro 21, 2009 por blogdomarcelop

Vioentamente belo, perturbador, chocante, doloroso. Acabo de sair de uma sessão de Anticristo, de Lars von Trier. Não é filme para qualquer um e ainda vai render muita discussão entre os cinéfilos e os psis.

A história é simples: um casal faz sexo apaixonadamente e não vê o filho deixar o berço e se jogar pela janela na neve. A mãe não supera o luto jamais e se culpa. O marido, que é terapeuta, resolve ajudá-la através de uma terapia cognitiva, levando-a a enfrentar seus medos, refugiados numa cabana no meio da floresta. Simples assim. A forma como Von Trier desenvolve o roteiro é que são elas.

A natureza é má, violenta e bela

A natureza é má, violenta e bela

 

“A natureza é má”. Esse pensamento passou pela cabeça perturbada de Von Trier, que vivia uma depressão quando escreveu o roteiro do filme, segundo disse em Cannes, onde causou polêmica. E se a natureza é má, a culpa é de Satã, poderia completar. 

Resolvendo essa equação, pode-se que concluir que quem criou a natureza não foi Deus. Se a natureza é má, o destino é cruel e a culpa não tem fim.

Realidade e pesadelo se confundem em Anticristo. Lars von Trier flagela seus personagens e o público. Mutila-os, violenta-os sexualmente em meio a dor, ao luto e ao desespero.

 O sexo é explicito. Principalmente para a mãe, ele é vinculado à morte, ao sacrifício. E tudo isso com uma beleza plástica da fotografia que cria um clima desconcertante. Muitos questionamentos ficam zunindo dentro da cabeça, horas depois.

Anticristo é no mínimo uma experiência antropológica interessante. E uma prova de fogo para os sentidos – e o juízo. Algumas pessoas foram ao cinema ver o último filme do diretor dinamarquês atraídos pelo título e pela sinopse.

As reações foram as mais diversas. Um trio de adolescente não aguentou nem meia hora de projeção. Eles deveriam querer com um pouco de susto. Talvez achassem que iam ver um terror qualquer, alguma coisa na linha O exorcista. Durante o filme, as reações foram as mais diversas. Nas sequências de mutilação sexual as reações foram as mais histéricas.

O mais absurdo de tudo foi um camarada, bem na minha frente, que não estava curtindo muito o alto grau de paranoia do filme, nem o timing da narrativa, e se distraía jogando Tetris no celular.

Na saída, uns gatos pingados aplaudiram. Outros saíram atônitos. ”Nunca mais eu deixo você escolher um filme”. “Era melhor ter ficado em casa assistindo novela”. “Esse cara é maluco, fumou maconha estragada”. Eis as frases que ouvi ao deixar a sala 5 do UCI.

Charlotte Gainbourg tem um desempenho impressionante. Não é à toa que ganhou o prêmio de interpretação em Cannes. Willian Dafoe também está perfeito, embora o filme não tenha sido feito para ele. E sim para ela, que faz o papel de uma pesquisadora. Seu objeto de pesquisa: o “feminicídio”.

“Deixe-me chorar pelo meu destino cruel (…), que a dor possa romper os laços da minha angústia”.

Da ópera Rigoleto, de Handel, cantada no prólogo do filme

Marcelop

Allegro flutuante

setembro 15, 2009 por blogdomarcelop
Jéssica não me conhecia pessoalmente, mas gostou do poema e deu este presente

Jéssica não me conhecia pessoalmente, mas gostou do poema e deu este presente

 

Allegro Flutuante



Só o músico com seu violino florido
descobriu a melodia que embala
o silêncio desta paisagem

Só o músico com seu violino florido
sabe tecer variações para um rio
adormecido – Capibaribe

Somente ele lê a partitura dos sonhos
As águas do rio, o silêncio, o vento
e um violino florido

O músico e nada mais
além da melodia
        allegro
        flutuante
        entardecido

In Tatuagem, de Marcelo Pereira, Edições Bagaço/IMC

Noturno do Recife

setembro 11, 2009 por blogdomarcelop

 

Marcelo Pereira

 

Aproveitou a chuva forte que caíra de repente para entrar no bar. Escolheu um canto do balcão, que já lhe fora um velho aconchego. Estranhou a nova decoração, mais impessoal, de self-service. Pediu uma dose de conhaque e uma coca-cola. Estava encharcado da noite recifense – e julho já chegava ao fim. Se mirou no espelho, enxugou o rosto com guardanapos de papel e bebeu um trago, sem careta. Pediu cerveja. Se virou para a porta do bar e viu, de costas, uma figura que lhe parecia conhecida. Não tinha vontade de puxar papo. Era um antissocial por natureza. Talvez por timidez. Buscou um pouco pela memória para tentar se lembrar da última vez que a viu. E recordou que também não se falaram, como naquela noite. Se vira então garoto, rapazote, nervoso, o coração explodindo no peito. Entrara no bar para tomar um gole de qualquer coisa para ver se a ansiedade passava. Daquela vez, pediu cachaça. Andara apressado, atravessara de um só fôlego a ponte que liga o Recife antigo ao Bairro de Santo Antônio, para encontrar os amigos e pegar ônibus bacurau que o levaria de volta para casa. Tinha sido a sua primeira ida à zona. A primeira vez, ou melhor, a primeira tentativa de fazer amor (pensava assim: fazer amor, e não: fazer sexo). Ah, se tivesse sido com ela… Não teria sido tão difícil, tão amargo… Se mirou no espelho e deu um riso com um canto dos lábios. Recordou: quase esbarrou naquela morena de corpo arrebatador e pecaminoso.

Agora, com a jaqueta jeans ainda pingando, os óculos meio embaçados, olhava seu rosto e via as cicatrizes daquela vida desregrada. Naquela outra noite estava ansioso por reencontrar os amigos e contar da sua aventura, e ofegava enquanto eles ainda não tinham cruzado a ponte ­ estariam na boate Chanteclair? Teriam conseguido entrar na Black Tie? Ou foram se desorientar na Orion? ­ pensava e pensava, nomes enevoados na memória.

Desta vez mergulhava profundamente no silêncio em primeira pessoa, retardava o máximo a volta para casa não mais no subúrbio distante, mas um apartamento luxuoso na zona sul. Enquanto bebia vagarosamente o gole de cerveja, lembrou como superara seus traumas de aluno de colégio religioso, a pressão para que fizesse parte dos grupos que desenvolviam atividades nas comunidades carentes e do assédio para que entrasse na congregação ou fosse seduzido pelas histórias exemplares que lhe contavam. Na verdade, desconfiava que tudo aquilo não passava de uma cantada – ouvia dos mais velhos que os irmãos (era assim que se chamavam os religiosos) eram homossexuais, pederastas, com exceção de um ou dois que quebraram o voto de castidade e – dizem – um teve caso um uma aluna e ou outro com a mãe de outro colega e com uma professora. Embora alguns de seus colegas sejam hoje jornalistas, escritores, atores ou cineastas, nenhum deles teve a coragem de passar aquelas histórias a limpo. Quem sabe não seria um bom motivo para uma crônica, pensou. Mas ele não tinha vocação nem veleidades literárias. Isto era coisa do passado, do final da adolescência, quando achava que as ruas do Recife eram azuis e tinham o desespero blues que conduzia ao abismo das paixões.

Estava absorto em pensamentos que mesclavam o passado e o presente. Na boca, o gosto travoso do álcool e de bílis. Pediu outra casadinha de conhaque e coca-cola e uma porção de bolinho de bacalhau, um dos poucos tira-gostos da época do português que o novo dono do bar ainda vendia – sem o mesmo capricho no tempero e textura de antes. Rebateu com outra cerveja. Enquanto contava o dinheiro e olhava a foto dos dois filhos na carteira, tomou um susto, quando aquela voz lhe sussurrou, por detrás do pescoço: “Vamos fazer um programa, meu amor”.

Ele não quis virar o rosto, não levantou a cabeça. Enrubesceu. Procurou responder com um “não”, simplesmente um “não”. A voz embargou. Não se perdoava até hoje pela sua covardia e não admitia levar a culpa pelo destino da morena Mariana, que conhecera, ainda garota, trabalhando numa loja de cosméticos, vendendo perfumes e batons. “Deixa disso meu amor. Esquece o passado. Estou apenas brincando com você”. Ela disse, amarga e amável. “A cicatriz que você deixou não vai apagar jamais”.

A morena abaixou o decote. Ainda tinha belos seios para uma mulher com seus 40 anos e que caiu na prostituição aos 16, expulsa da casa dos pais, evangélicos. Mostrou os dois nomes tatuados no peito – Duílio e Bernardo. Ele leu o seu nome e o do filho – que ela fora obrigada a abortar. Logo abaixo, a cicatriz da facada que quase acertou o coração de Mariana, naquela noite enlouquecida de ciúme.

- Eu sou um filho da puta. Um fodido, Mariana. Você não entende isso – disse deixando o dinheiro sobre o balcão, desparecendo mais uma vez na chuva impiedosa.

P.S.: Publicado originalmente na Revista Eita, publicada pela Prefeitura do Recife, através da Fundação de Cultura da Cidade do Recife

Arno, o bardo

setembro 10, 2009 por blogdomarcelop

Com o headphone a postos, ouço Arno, o bardo enquanto escrevo este post.

Raramente eu coloco o headphone durante o trabalho no JC. Não que me desconcentre muito. Preciso também estar de ouvidos atentos para o que ocorre na redação, para prestar atenção no que falam comigo. Óbvio ululante, diria o velho Nelson.

Arno faz parte da mesma patota de um Serge Gaisbourg, Tom Waits, Leonard Coen, Roy Orbinson, Adamo, com um pouco de Nick Cave e Jacques Brel. Boas companhias, não?

O bardo belga de voz rascante

O bardo belga de voz rascante

Como uma coisa leva a outra, me pego de calças curtas. Eu baixei músicas de Arno há uns dois anos, porém nunca tive a curiosidade de buscar informações sobre a sua vida. Uma falha para qualquer jornalista, uma das espécies mais bisbilhoteiras do planeta.

E essa me ignorância me levou a achar que ele era francês. Tal como Serge Gainsbourg. Ledo engano.

Estava tão por fora que a Wikipedia me levou a um tal de Arno Hintjens, depois de eu ter tentado achar o bardo do Ardo. Burramente achei que não era o cantor de voz rascante, curtida a uísque, café e cigarro.

E não é que Arno não é francês. É belga. E realmente se chama Arno Hintjens. Nasceu há 60 anos (em 21 de maio de 1949), em Ostend.

Arno está na estrada desde a década de 60. Participou do grupo TC Matic até 1986, quando se lançou em carreira solo e por vezes usou o heterônimo Charles (criou a banda Charles et les Lulus e Charles and the White Trash Blues) e criou a persona Arno Charles Ernest.

Entre os principais sucessos de Arno estão Elle adore le noir, Putain Putain, Qu’est-ce que c’est?Tango de la peauLe Yeaux de ma mere, Le bon dieu (versão de música de Jacques Brel), Dance till you drop, Ratata. Entre seus discos mais importantes estão Charlatan, Ratata, French Bazaar e Jus de box.

Não fosse pouco, o bardo Arno também é ator. Já fez peças teatrais e vários filmes. Uma figura.

  

Pensamento infame

setembro 10, 2009 por blogdomarcelop

Não se cabia nas fraldas. Disse o amigo do amigo já idoso, todo molhado de alegria diante de uma felicidade súbita. E assim, pela urina, a vida se esvai.

Soul de alma branca

setembro 7, 2009 por blogdomarcelop
Amy é a quem se pode chamar de Dona Encrenca. Tem que bater um tambor, nega!

Amy é a quem se pode chamar de Dona Encrenca. Tem que bater um tambor, nega!

O fenômeno não é recente, mas está ficando cada vez mais evidente.

Enquanto a negrada só quer saber de rap e R&B, a moçada branquela cai fundo na soul music - me faz lembrar The Commitments, divertido filme.

O babado é o seguinte: o soul está embranquecendo graças ao talento da pá virada da inglesa Amy Winehouse (A drogadita tá internada é? Ninguém nunca mais falou dela), da lourinha britânica Duffy (ela nasceu no País de Gales e foi segunda colocada no American Idol do seu país, enquanto o fama da Rede Globo catapultou para o anonimato os seus vencedores) e a joinha australiana Gabriella Cilmi.

Vejo aqui no Terra que Amy não se cura mesmo. Ela teve um encontro secreto com o mala do Blake Fielder-Civil, segundo o o tablóide News of the World. Eles jantaram, tomaram um drink e ela chamou o camarada para dormir com ela. De nada adiantou Amy procurar os trabalhos de um curadeiro,  pelo visto.

Gabriella estourou com Sweet about me

Gabriella estourou com Sweet about me

 

Duffy participou do American Idol no País de Gales. Mercy ficou em primeiro lugar nas paradas

Duffy participou do American Idol no País de Gales. Mercy ficou em primeiro lugar nas paradas

Lista do tempo: jazz e forró

setembro 7, 2009 por blogdomarcelop

Jazz

Severino Araújo e Orquestra Tabajara > Spok > Trombonada > Contrabanda > Uptown Band > Trio Sotaque > Mallavoodoo > Treminhão 

Forró

Luiz Gonzaga > Jackson do Pandeiro > Zé Dantas > Onildo Almeida > Banda de Pífanos de Caruaru > Camarão >  Arlindo dos 8 Baixos > Marinês > Nando Cordel > Jorge de Altinho > Mestre Ambrósio > Siba > Sérgio Cassiano > Eder O  Rocha > Comadre Florzinha > Alessandra Leão > Karina Buhr > Cascabulho >   Silvério Pessoa > Maciel Salú e o Terno do Terreiro > Josildo Sá > Herbert Lucena > Geraldinho Lins >